Gastronomia

Altas temperaturas pedem vinhos mais leves

Altas temperaturas pedem vinhos mais leves

A primavera chegou e trouxe com ela, além das flores, altas temperaturas. E quando os termômetros passam a marcar números maiores, o nosso paladar sofre alterações. Saem de cena os pratos pesados, dando lugar a saladas e outras opções mais leves. E o mesmo se aplica às bebidas. Nos dias de calor, os apreciadores dos bons vinhos podem deixar de degustar o néctar de Baco, que é tradicionalmente associado ao inverno. Mas os verdadeiros conhecedores – e os bem informados – sabem que alguns rótulos são adequados também para as estações mais quentes.

O blog Minha Próxima Viagem conversou com o sommelier Agnaldo Souza, responsável pela adega Cave do Douro – localizada no Royal Palm Plaza – que nos deu boas dicas para a degustação da bebida no verão. “Sim, é possível no calor. Existem vinhos mais adequados para este momento, mas a maioria das pessoas prefere os tintos durante as refeições, mesmo em dias quentes”, revela Souza.

A escolha ideal -Segundo o sommelier, os vinhos ideais para consumo nas altas temperaturas seriam os brancos, os espumantes e os tintos leves. Os menos indicados, portanto, seriam os tintos de corpo médio para alto, já que esses normalmente têm uma acidez elevada. É interessante lembrar que, além de saboroso, o vinho é uma opção com menos possibilidades de provocar dores de cabeça do que a tradicional caipirinha, já que a vodca ou cachaça têm teor alcoólico entre 35 e 45g para cada 100 ml, enquanto no vinho branco – o mais indicado para consumo nas altas temperaturas – esse índice cai para 10g.

Temperatura -Um quesito que deve ser levado em consideração é a temperatura em que a bebida é servida – e que tem muita influência sobre o sabor. De acordo com Agnaldo Souza, as temperaturas ideais para o consumo dos tintos leves, como os feitos com a uva Pinot Noir, ficam entre 14°C e 15°C. Já os brancos devem ser servidos a 6°C e os espumantes a 4°C. O profissional não indica que os vinhos sejam consumidos muito gelados, já que se torna mais difícil perceber as características do vinho, além de não matar a sede. “Quando o vinho está na temperatura ideal, ele vai destacar a acidez e deixar a boca com uma sensação de frescor”, diz Souza.

Vale lembrar, porém, que a temperatura das adegas nem sempre é a mesma em que o vinho deve ser servido. “A temperatura da adega não é a de servir. Se sabemos que vamos tomar o vinho hoje ou amanhã, sendo ele um espumante ou branco, deixamos na geladeira e depois mantemos em um balde com água e gelo. Ou pegamos a garrafa na adega e colocamos no balde com água e gelo durante uns 15 minutos, e estará em ótima temperatura para servir”, ensina.

Opções na Cave do Douro – O sommelier lembra que a adega têm excelentes opções para os dias mais quentes. São tintos leves como o Beaujollais  Villages, com a uva Gamay; os PinotNoir, da Vinã Leyda do Chile e alguns da Nova Zelândia; brancos como o Long Row Riesling, da Austrália, Prova Regia Arinto, de Portugal e Palliser Estate Sauvignon Blanc, da Noza Zelândia;  espumantes nacionais como o Espumante Brut da Casa Valduga; e proseccos italianos. “E não pode faltar um ótimo Champagne para tomar ao lado da piscina”, finaliza Souza.

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Imagem Pessoal

Dicas de estilo no trabalho durante a primavera

Dicas de estilo no trabalho durante a primavera

Uma nova estação está iniciando, e traz com ela mudanças no nosso guarda-roupa. A primavera nos proporciona temperaturas mais altas – o que significa que saem de cena os casacos pesados, dando lugar aos vestidos e terninhos com tecidos mais leves. O blog Minha Próxima Viagem conversou com a consultora de imagem pessoal Ana Vaz, que deu dicas ótimas de como tirar proveito da estação das flores e ficar mais elegante em seu característico clima ameno.

A consultora revela que diversas tendências do inverno estarão presentes nas ruas durante a próxima estação, e que podemos aproveitar algumas peças que já temos no guarda-roupa. Listras, rendas, xadrezes, calças flare e saias longas são algumas das estampas e peças que continuarão em alta durante a primavera.

Mas mesmo as peças da moda precisam de bom senso na hora do uso. Algumas das tendências da nova estação podem ser consideradas informais demais para certos ambientes de trabalho. Ana Vaz lembra do color blocking, que mistura cores fortes e pode ser considerada bastante ousada para empresas mais conservadoras, apesar de fazer tremendo sucesso nas passarelas. “A dica é: transmita os valores e imagem da marca para qual você trabalha através de suas roupas, seja coerente”, afirma.

Outro lembrete da consultora é em relação ao corte e modelagem das peças que usamos nos dias em que os termômetros vão às alturas. Segundo Ana, a resposta não é apostar em roupas mais curtas e cavadas para se refrescar, e sim nas feitas em tecidos leves e de fibras naturais, que transpiram bem. E mesmo nas empresas com clima mais informal, aposte numa dose de recato: os decotes não devem passar da linha da axila, as alças devem ter pelo menos três dedos de largura e as saias sobem no máximo até três dedos dos joelhos.

Para finalizar, a consultora de imagem pessoal revelou para o blog quais serão as principais tendências da nova estação:

- Minimalismo: Veremos looks mais simples, de linhas mais limpas, porém com detalhes interessante e ousados, que deixam o visual minimalista mais rico (fendas, recortes e assimetrias estão entre estes detalhes). Outra diferença do minimalismo que já vimos na década de 90, é que agora, as peças são feitas não só em tecidos lisos, mas em estampas, e cores marcantes, e em texturas. Tudo isso deixa a proposta muito contemporânea. Muitas das peças têm influência do clássico, por isso são ótimas para o ambiente de trabalho: é só evitar as mais decotadas e curtas.

- Mistura de estampas: A proposta já vem de outras estações, mas continua neste verão. Para quem gosta do recurso, mas ainda não conseguiu experimentar por medo de se sentir “fantasiado”, a dica é coordenar estampas que tenham cores similares, e que pelo menos uma das cores se repita nas estampas. Vale combinar qualquer tipo de estampa. E se você é ousada, essa é a tendência mais divertida da estação!

- Mistura de tecidos: Tramas e texturas diferentes numa mesma peça ou look enriquecem a produção. Vale misturar linho com seda, jeans com renda, tecnológicos com rústicos, e assim por diante. Este tipo de recurso torna o visual mais rico e interessante e é uma ótima maneira de usar o look branco total, também em alta na estação, sem parecer uniformizada. O recurso é bom ainda para sofisticar as produções de trabalho: peças neutras ganham tramas e texturas interessantes, tornando-se mais modernas ao mesmo tempo em que projetam uma imagem mais profissional.

- Color blocking: Usar cores em blocos bem definidos é a tendência mais ousada da estação. Muitas mulheres se sentem intimidadas, mas se esquecem de que não precisam usar cores fortes em todas as peças dos looks. Para quem gosta, mas tem medo de usar, vale apostar em eleger cores fortes para os acessórios e/ou peças menores e adicionar tons neutros mais claros como bege e offwhite à produção (eles suavizam a vivacidade das cores mais marcantes). No trabalho, a tendência só é indicada para quem é de áreas criativas como moda e publicidade.

- Estampas e texturas em alta: As tropicais (com desenhos de folhagens, flores, animais, etc.) deixam o visual descontraído e marcante, mas no trabalho devem ser usadas com certa moderação, pois podem ser despojadas em demasia para alguns ambientes mais sérios; listras (principalmente as coloridas), que podem ser incorporadas em looks profissionais com tranqüilidade, desde que em cores mais discretas ou em tamanhos menores; os poás voltaram e estarão por aí em vários tamanhos, sendo que para o trabalho os mais delicados são os melhores; xadrez, siga a mesma orientação das estampas anteriores para o ambiente de trabalho, e evite os tipo “lenhador”, mais despojados e ligados ao lazer; renda, romântica e muitas vezes sensual, pede peças comportadas para o trabalho (sem transparências). A renda pode compor um visual mais profissional se for feita em tecidos estruturados.

- Saia Longa: Também já vem da estação passada, mas vai continuar e é muito mais versátil do que as mulheres imaginam. Os modelos de cintura na linha do umbigo ou até dois dedinhos abaixo, em leve corte evasê, em tecidos que não armam são especialmente democráticas e podem ser usadas com tranquilidade por mulheres que tenham medo de parecer mais cheinhas ou menores. No trabalho, a peça é mais indicada para ambientes que não sejam totalmente formais, e ficam lindas com camisas ou regatas.

- Calça flare: Aquela que costumávamos chamar de boca-de-sino reaparece com força nesta estação e fica interessante com partes de cima mais sequinhas, já que trazem um pouco de volume para a parte de baixo da silhueta. Quem gosta do modelo, mas tem medo de usar e se sentir mais cheinha ou baixinha, basta optar por modelos com a boca menos larga e usar com saltos bem altos (lembre-se que a boca deste modelo de calça deve cobrir quase que totalmente o salto do sapato escolhido – deixe um dedinho de fora). Para o trabalho, os melhores modelos são os feitos em tecidos de alfaiataria ou o jeans escuro para os ambientes mais casuais; é um tipo de calça que fica linda com blazers e casaquetos.

- Espadrilhas: Os calçados com solado de corda aparecerão nos mais variados modelos, de sapatilhas e anabelas a scarpins. Como o material do salto é rústico, vale lembrar que proporcionam aquele ar descontraído a várias produções que poderiam ficar mais sérias sem elas. No trabalho, opte pelos modelos mais comportados.

Fique atenta às dicas da Ana, e não erre na hora de montar o visual primaveril!

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Business

Carro ou táxi: o que é mais vantajoso para o dia a dia?

Carro ou táxi: o que é mais vantajoso para o dia a dia?

O brasileiro é apaixonado por carro. Nós crescemos assistindo às corridas dos ídolos nacionais da Fórmula 1 na televisão, e mal podemos esperar para completar 18 anos e tirar a carteira de motorista. Na prática, porém, ter um veículo nem sempre é vantajoso – principalmente para quem mora em cidades onde o transporte público é oferecido em larga escala e o trânsito se torna mais complicado a cada dia.

O carro próprio oferece comodidade, mas também traz uma série de contas grandes para pagar no fim do mês. Além disso, o carro sofre uma desvalorização a cada ano – quando novos modelos chegam ao mercado. Calcular todos os gastos mensais com o veículo pode assustar os motoristas mais econômicos, ainda mais se for levado em consideração que se locomover diariamente de táxi pode ser mais barato do que manter um carro na garagem.

A Folha.com publicou uma ferramenta que pode ser muito útil para quem está em dúvida entre comprar um carro ou utilizar o táxi para circular nas grandes cidades. O cálculo é baseado em diversas variáveis:

- Licenciamento, seguro obrigatório e IPVA: O licenciamento e o seguro obrigatório têm valores fixos, mas o IPVA (Imposto sobre a propriedade de veículos automotores) é proporcional ao preço do veículo – ou seja, quanto mais valioso o carro, mais alto o imposto. O proprietário de um carro de R$ 60 mil, por exemplo, paga quase R$ 3 mil anuais nesses itens.

- Manutenção: Por mais que o carro seja novo e ainda esteja com cheiro de fábrica, alguns cuidados são necessários para conservar o veículo. Revisões periódicas,troca de óleo e consertos, entre outros itens, podem custar em média R$ 1 mil anuais.

- Seguro: O cálculo das seguradoras varia conforme o modelo do veículo e o retrospecto do motorista, entre outros fatores, mas manter um veículo de R$ 60 mil protegido custa por volta de R$ 2,5 mil anuais.

- Estacionamento: Nas grandes cidades é quase impossível (além de arriscado) estacionar na rua. Garantir uma vaga de estacionamento custa por volta de R$ 300 por mês.

- Combustível: O preço dos combustíveis também pode variar bastante conforme a região do país, mas geralmente o álcool é bem mais barato que a gasolina em qualquer lugar. Entretanto, o segundo tipo é bem mais comum por aqui, e consome uma boa parte do orçamento dos motoristas.

- Depreciação: Os carros não podem ser considerados um bom investimento, já que são desvalorizados a cada ano – novos modelos são lançados a cada mês com novas tecnologias e funcionalidades, e os veículos sofrem um desgaste natural em função do tempo. Um carro com valor médio de R$ 40 mil é desvalorizado em R$ 2,4 mil a cada ano.

* Outra boa dica, especialmente para quem costuma viajar bastante, são os sites que calculam os valores das corridas de táxi em diversas cidades brasileiras, como o Tarifa de Táxi. Com uma precisão surpreendente, é possível apurar o valor das tarifas antes mesmo de embarcar no veículo e comparar com o valor de um aluguel de carro.

E você? Já descobriu qual meio de transporte é o mais vantajoso para sua rotina?

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